segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Morre Norman Mailer, precursor do jornalismo literário


O escritor norte-americano Norman Mailer morreu na madrugada do último sábado (10), aos 84, em Nova York. A causa da morte foi insuficiência renal. Ele estava sob terapia intensiva desde o mês passado, quando foi hospitalizado pela segunda vez por problemas respiratórios.
Mailer foi um dos principais autores da corrente literária dos anos 60 conhecida como "new journalism", ou jornalismo literário. É autor de mais de 40 livros, ensaios e peças para o teatro. Venceu, por duas vezes, o prêmio Pulitzer e colaborou, durante anos, com a revista Esquire, uma das principais referências do romance de não-ficção.Com uma carreira de quase 50 anos, o escritor foi co-fundador da revista alternativa nova-iorquina Village Voice.

Tornou-se um dos intelectuais mais conhecidos dos Estados Unidos e foi um dos grandes críticos da sociedade norte-americana. Foi também amigo dos integrantes da geração beat. Entre suas obras mais famosas estão um romance sobre a 2ª Guerra Mundial ("Os Nus e os Mortos"), um de jornalismo de campo ("Os Exércitos da Noite") e um livro sobre a CIA ("O Fantasma da Prostituta").
Em seu último livro, The Castle in the Forest ("O Castelo na Floresta") - que foi publicado neste ano nos EUA e deve sair no Brasil no mês que vem -, Mailer imagina a infância de Adolf Hitler e apresenta o futuro ditador como fruto de uma relação incestuosa.
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

Conselho Curador da TV pública é rejeitado no Congresso


Por Everton Lima


A indicação dos integrantes do Conselho Curador da Tv pública foi motivo de polêmica no Congresso Nacional, na última semana. Grande parte dos parlamentares é contra que os 20 nomes do Conselho sejam nomeados pelo presidente da República. As críticas mais severas vêm da oposição temerosa com a possibilidade de que a TV seja usada como instrumento de propaganda do governo.
O subsecretário da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Ottoni Guimarães Fernandes Júnior, durante o Fórum de Comunicação do Governo Federal na semana passada em Fortaleza, comentou a importância do conselho curador para o cárater plural e democrático da TV Pública Federal.
Ottoni afirmou que o governo federal buscará parcerias com as TVs estaduais para retransmitir a programação da TV Pública. Cerca de 40 % da grade será destinada a produção local, e o restante para os programas nacionais e exibição de alguns já conhecidos do grande público como o Observatório da Imprensa, e o Menino Maluquinho, que concorre ao Grammy Latino.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Espiritualidade: A missa dominical


O cumprimento do dever de participar da Missa cada domingo e nos dias santos de guarda é um dos sinais de uma vida religiosa autêntica. Diz o "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181): "Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação, cometem pecado grave". A fidelidade às orientações e exigências da Igreja são fundamentais para ser membro vivo da obra de Cristo. A participação semanal ao Santo Sacrifício é importante fator, que nos alimenta em nossa fraqueza com a fortaleza que nasce da Eucaristia.
Esse amparo espiritual faz-se mais significativo em nossos dias, pois uma mentalidade errônea sobre a liberdade favorece a escolha de elementos eclesiais a critério dos indivíduos e não segundo o ensino de Cristo. E, assim, organizam uma religião que é católica apenas de nome. Torna-se mais grave quando o cristianismo é manipulado por opções ideológicas. Um referencial é a palavra do Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil. A homilia em Aparecida, em 5 de julho de 1980, nos ajuda a discernir o verdadeiro do falso nessa matéria: "Qual é a missão da Igreja, se não a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis? (...) E este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem, certamente, incidências na história humana, coletiva e individual, mas é fundamentalmente anúncio da libertação do pecado".
Prejudicando seriamente o plano de Deus, há os que reduzem a Igreja à tentativa da construção de uma sociedade sem injustiças e outros que se limitam a uma espiritualidade sem um profundo vínculo com a superação dos males, inclusive sociais frutos do pecado. A orientação correta é a que decorre dos ensinamentos de Jesus autenticamente transmitidos pela Hierarquia.
A valorização da assistência à Missa, dentro de um contexto comunitário e especialmente em dias de preceito, sofre com essas tendências. Tal é a importância do assunto que o Papa foi levado a publicar precioso documento, a Carta Apostólica "Dies Domini", com data de 31 de maio de 1998, dirigida ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis sobre a santificação do domingo.
Os primeiros cristãos necessitavam de boa dose de heroísmo para viver a sua fé, em virtude do ritmo dos dias do calendário. O grego e o romano não propiciavam aos fiéis o tempo livre do domingo e, em conseqüência, estes celebravam os Ofícios divinos na madrugada. Os costumes evoluíram à luz do cristianismo nascente. No século III, um autor escreveu o que já então se constatava em toda a região: a santificação do domingo já era observada. No entanto, ainda no século IV, um grupo de cristãos foi levado a um tribunal pelo delito de participar de reuniões ilícitas - no caso, a Celebração Eucarística. A resposta foi clara e peremptória: "Temos celebrado a assembléia dominical por que não nos é permitido omiti-la". E morreram mártires de sua Fé.
O costume, (mais tarde, preceito) da assistência à Missa aos domingos e dias santificados vem, pois, das origens do cristianismo. Hoje, essa presença que caracteriza o católico deve ser objeto de um exame de consciência.
No decorrer desses dois milênios persistiu o preceito do primeiro dia da semana, em modalidades variadas. Constitui parte integrante da própria existência do fiel. Há causas que o escusam. Entre elas, a ausência do Ministro ordenado. Nesses casos, o fiel é exortado vivamente – portanto, conselho e não estrito dever - a participar da Liturgia da Palavra. O Código de Direito Canônico (can 1.248) recomenda, de modo claro, a dedicação de um tempo a atos piedosos que santifiquem o Dia do Senhor. No entanto, a assistência à Missa, mesmo fora da paróquia, é obrigatória, desde que não haja grave incômodo para dela não participar.
A obrigação perdura. O Código do Direito Canônico também afirma: "É grave encargo a assistência à Missa aos domingos e festas de preceito. Somente uma causa suficiente a dispensa e, mesmo assim, recomenda-se substituí-la por práticas religiosas”. Trata-se de "recomendação" (cânones 1.247 e 1.248).
Infelizmente, no período pós-conciliar surgiu a falsa informação de ter sido abolido o dever de assistência à Missa aos domingos e dias santos, como também a abstenção dos trabalhos servis no Dia do Senhor.
O "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181) usa como exemplos dos motivos sérios, relevantes, que dispensem da obrigatoriedade da observância do Dia do Senhor, inclusive da Santa Missa: "Doença, cuidado com bebês", a que se poderiam acrescentar outros assemelhados, como "distância do local da Santa Missa" que, acarretasse incômodo de vulto a quem a percorresse. E, como se trata de uma participação comunitária, não cumpre esse dever quem assiste a transmissão pela televisão ou rádio, mesmo que seja de grande proveito espiritual. De modo particular, beneficiam-se os enfermos e encarcerados, impedidos de chegar a uma igreja. O mesmo se diga dos que residem distantes dos templos.
A importância da fidelidade ao preceito grave da assistência à Santa Missa se origina do valor infinito do Santo Sacrifício, explicitado pelas palavras do Santo Padre em "Dies Domini".
Santificar o Dia do Senhor – assistência à Missa dominical e repouso semanal – favorecendo inclusive a vida familiar – é contribuir para a paz e a convivência pacífica na comunidade. Aproxima-nos do Senhor e abre novas perspectivas a uma autêntica vida cristã.
Cardeal D. Eugenio de Araújo SalesArcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Governo deve facilitar compra de conversores da TV digital


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou, na última quarta-feira (7), que o governo brasileiro vai facilitar a compra dos conversores para TV digital. O aparelho, também conhecido como set top box, é necessário para receber o sinal digital em televisões que funcionam no sistema analógico. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara dos Deputados.
"Nós estamos preparados para isso, da mesma forma que ocorreu nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Não vamos subsidiar de início, mas facilitar a compra; vamos certamente utilizar créditos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Banco Popular para que a gente possa financiar essa caixinha", afirmou.
Hélio Costa voltou a afirmar que o preço dos conversores não deverá passar de R$ 200 e as versões mais sofisticadas, de R$ 500. Ao responder a parlamentares que o informaram sobre a expectativa das empresas de que o produto chegue ao mercado por cerca de R$ 700, Costa classificou as informações como "um caso de polícia e até de CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]". "Tem alguém querendo ganhar dinheiro com isso", acrescentou.
De acordo com o ministro, empresas chinesas e japonesas já comercializam conversores compatíveis com o sistema brasileiro de TV digital por US$ 70, cerca de R$ 120, o que seria uma prova de que esses aparelhos podem ser vendidos ao consumidor brasileiro por preços acessíveis.
Na avaliação do ministro, outra solução para baratear o custo dos conversores é o investimento em tecnologia brasileira de produção do equipamento e afirmou que o governo tem R$ 450 milhões disponíveis para esse fim no Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). "Essa questão de produzir um conversor de baixo custo tem que ser levantada pelos empresários brasileiros, estou fazendo esse desafio", disse.
As transmissões da TV digital brasileira começarão no dia 2 de dezembro em São Paulo. Em fevereiro de 2008, o sistema deve começar a operar no Rio de Janeiro, em Brasília e Belo Horizonte. Com informações da Agência Brasil.