segunda-feira, 16 de agosto de 2010

De olho na política: Serra é o candidato da rejeição no Nordeste




Não vejo que Serra fosse a melhor escolha do PSDB para estas eleições. Para mim, o candidato para bater Dilma e o populismo de Lula seria Aécio Neves para presidente sem a figura do José Serra por perto. Como são águas passadas e o quadro é Serra como candidato, o assunto não entra na pauta. A questão é o posicionamento e a imagem dos concorrentes nesta eleição.
Serra possui uma rejeição forte na região nordeste e já foi comprovado por pesquisas recentes. O melhor desempenho de Dilma continua sendo em Pernambuco, onde ela também apresenta seu maior crescimento. A vantagem da petista sobre Serra entre os pernambucanos, que era de 15 pontos, agora é de 33. O Estado tem 6,3% do eleitorado.
O segundo maior crescimento de Dilma se deu na Bahia, quarto maior colégio eleitoral. A petista acrescentou 11 pontos à sua vantagem sobre Serra e agora tem 48% de intenção de voto entre os baianos, e o tucano, 26%. Esses dados foram apontados pelo Data Folha que aponta a liderança de Dilma nas regiões nordeste e sudeste.
Fiz questão de apresentar os números da pesquisas para orientar o leitor neste comentário e embasar minha opinião: “Candidato com rejeição forte não reverte resultado”. Perguntei a um taxista se votaria em Serra. Ele respondeu que não, pois nunca viu ele dar um sorriso. “Quem me garante que trará mais melhorias para o Nordeste”, dizia ele.

  

  

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

De olho na política: Marina Silva é a coadjuvante em busca dos holofotes



A proposta da candidata Marina Silva (PV) possui embasamento no trabalho desempenhado como Ministra do Meio Ambiente. É oposição ao governo Lula e já esteve do lado da situação no passado (tipos de contradições que persistem na política brasileira). Não é tão desconhecida do grande público, pois ações importantes do ministério tiveram audiência das mídias.
Ela é a coadjuvante no embate de PT X PSDB, mas aproveitará a oportunidade para chamar a atenção do público para seu nome. Não vejo perfil de liderança e muito menos de coerência política partidária para que arrisque uma candidatura à presidência. A bandeira da sustentabilidade ambiental levantada por ela é a única discussão que pode render bons frutos para o Brasil. Dependerá da maneira que for divulgada.
Marina Silva busca os holofotes e o status de que concorreu nessas eleições para presidente. Sem dúvida, dará uma contribuição importante em várias discussões sobre meio ambiente, educação e saúde. Apesar de não causar preocupação aos principais atores da disputa, ela consegue votos de eleitores que não simpatizam com esse duelo de PT e PSDB.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

De olho na política: Dilma levanta a bandeira Governo Lula


Nesta semana, vou emitir minha opinião sobre os candidatos a presidência da república em nosso país. Em especial, os três mais bem colocados nas pesquisas: Dilma Rouseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Vou comentar embasado ao que acompanhei de entrevistas dos candidatos em jornais e revistas. Traçarei em palavras claras e sem muitos rodeios.
Dilma Rouseff (PT) deve agradecer todos os dias pelo “padim Lula”, por que se não fosse as ações desse governo não teria o que dizer. É impressionante! A cada dez palavras, onze é governo Lula. Por levantar essa bandeira, muitos questionamentos dos jornalistas batem nas falhas da máquina administrativa. Apesar do texto ensaiado na ponta da língua, a candidata sofre na mão dos jornalistas.
É bom para ela usar a imagem de Lula para promover a candidatura, mas terá que aguentar as pedras na vitrine também. Em minha opinião, não sabemos quem é esta candidata, por que ela usa imagem de outro para conseguir eleição. Tenho um parente que vai votar em Dilma, por que Lula foi bom. Ele não vota em Dilma. Vota na continuidade do governo Lula.
Para o povo é Lula, nada de Dilma. Nessa tese, não acredito nela como presidente, pois não sabemos quem é. Daquele angu, pode esperar que tem caroço.

Negócios: As fusões de empresas e a política socialista entre países


Há duas semanas comentei em nosso blogue sobre a importâncias das fusões e aquisições de empresas no mercado interno brasileiro para fortalecer a economia nacional frente a concorrência estrangeira neste mundo globalizado. A empresa espanhola Telefônica anunciou um acordo para fechar a compra da participação da Portugal Telecom na Vivo, por 17,3 bilhões de reais. Os portugueses pagarão mais de 8 bilhões de reais para assumir uma fatia de 23 % na Oi e tornou-se o maior acionista da empresa brasileira.
A Telefônica e Portugal Telecom obtêm mais da metade de seu faturamento em suas operações internacionais. No mercado da comunicação, há uma tendência para uma oferta de internet, TV a Cabo e Telefonia em conjunto. No Brasil, a concentração dos serviços está entre Telefónica (Vivo, TVA, Speedy e Terra), América Móvil (Claro, Net e Embratel), e a Oi agora. Por fora, corre a TIM pertencente aos italianos.
A revista Veja da semana passada abordou que a negociação de Telefônica e Telecom é fruto de intercâmbio de influências entre os partidos de esquerda de Brasil e Portugal. Esta é uma vertente possível que não havia discutido neste espaço. Não gosto dela. Dessa forma, começamos a perceber manobras políticas para favorecer grupos empresariais e o poder político do Estado deve favorecer o povo.
Investir na economia interna e contribuir para competitividade de organizações brasileiras, reduzindo as taxas tributárias que tornam-se gargalos para o crescimento de pequenas e médias empresas. Isto é prioridade! Traçar ligações que atendem a interesses e manobras políticas em favor de grandes organizações não traz retorno direto ao povo brasileiro.