quinta-feira, 2 de julho de 2009

Comentário do dia: Eu nunca assisti futebol na Band, e agora tenho mais motivos


Voltamos, depois de um dia sem escrever por essas linhas do Blogue Comunicação e Cidadania. Conciliar o trabalho e o nosso espaço é díficil, mas vou tentar seguir no meu propósito de atualização diária. Peço desculpas aos leitores. Porém, o meu comentário do dia tem o título agressivo, mas que chega como desabafo. Eu nunca assisti futebol pela TV Bandeirantes, e agora tenho mais motivos para não assistir.

Durante a transmissão do jogo entre Corinthians e Internacional, pela final da Copa do Brasil, pela Rede Bandeirantes, o comentarista Oscar Roberto Godói utilizou um palavrão ao se referir ao goleiro corinthiano Felipe. Aos 49 minutos do segundo tempo, o goleiro interceptou um cruzamento feito contra a àrea corinthiana e lançou-se ao chão após a manobra. Então, o comentarista, aparentemente contrariado com a atitude do jogador, comentou: "agora vai ficar aí, no chão, esse filho da puta...". Em poucos minutos, o comentário circulava pela internet, tornando-se um dos vídeos mais vistos do dia pelos usuários do site Youtube.

Oscar Roberto Godói não é jornalista, é árbitro de futebol e foi aproveitado como comentarista de futebol para a TV Bandeirantes. A atitude absurda de Godói prova mais uma vez que não há critério no jornalismo esportivo praticado pelo profissional. Isso é ruim para a emissora que perde telespectadores pela postura errada de profissionais que incitam a violência nas transmissões de futebol. Não é só um palavrão que Godói disse. Ele provocou o torcedor do Internacional que naquele momento estava angustiado pelo placar do jogo que tirava o título do time.

E o ministro Gilmar Mendes ainda tirou o diploma de jornalismo desestimulando a busca por formação e incentivando a entrada de maus profissionais que ganham bem pra estar na televisão. Pelas barbas do profeta, como diria o locutor esportivo, Sílvio Luís, aonde vamos parar. Na hora da transmissão, jornalista e radialista não é torcedor. Ele é profissional. Ele trabalha para o público. Não é para Corinthians. Não é para o Internacional. Não é para CBF.

Para vencermos tudo isso. Necessitamos reinventar o jornalismo esportivo. Missão díficil! Por que não temos mais incentivo para quem estude a profissão e siga em frente. Imagine o que vai acontecer daqui pra frente. O locutor esportivo vai xingar os jogadores e até o juiz que não marcou o penalti. Tomara que haja alguma mudança. As esperanças são poucas, mas são as últimas que morrem.
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