quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O que os jornalistas devem saber e o público exigir


Hoje, os jornais de Mossoró divulgaram um caso de propina envolvendo um agente de trânsito e uma pessoa em situação irregular. O servidor público recebeu 20 reais para livrar o condutor da infração. O fato foi gravado pela câmeras da TV Mossoró, emissora local, e repercurtir em todo Estado. O trabalho da equipe de produção do programa Linha de Fogo, que exibiu imagens, foi amplamente exaltado por alguns colegas de imprensa.

Clique aqui e veja o vídeo da matéria exibida pelo programa


Diante disso, senti a obrigação de trazer a seguinte reflexão do trabalho de jornalismo investigativo desempenhado pela equipe de produção. A obrigação do jornalista é com a verdade, e devem ser leais aos cidadãos. É importante que estejam checando a informação antes de divulgar uma notícia. Que não tenha ligação com o poder e faça um jornalismo independente, transformando um fato significante em inusitado ou relevante que promove discussão pública.
Um frase de João Paulo II, papa da comunicação, reflete um pouco dessas afirmações que trago aqui: "Com sua influência vasta e direta sobre a opinião pública, o jornalismo não poderá ser guiado por forças econômicas, lucros, e interesses especiais. Deve, ao contrário, ser encarado como uma missão até certo ponto sagrada, realizada com o entendimento de que os poderosos meios de comunicação foram confiando aos senhores para o bem geral"
Entendo que o jornalismo é contar uma história com uma finalidade e efeito: Fornecer informação para as pessoas entenderem o mundo. Aqui, encontramos o desafio de apurar esta notícia para que a sociedade toque sua vida, e que ela seja relevante, o suficiente para que isso aconteça.

Obs: Este título da minha postagem de hoje é nome de um livro da dupla Bill Kovach e Tom Rosennstiel. É uma boa indicação de leitura.
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