sexta-feira, 28 de setembro de 2007

-"Homem que Desafiou o Diabo" recicla fórmula de sucesso

O longa nacional "O Homem Que Desafiou o Diabo", que estréia em todo o país nesta sexta-feira, é uma espécie de reciclagem de sucessos recentes como "O Auto da Compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro". A paternidade aqui não pertence a Guel Arraes, mas ao diretor Moacyr Góes ("Dom", "Trair e Coçar é Só Começar").
"O Homem Que Desafiou o Diabo" inspira-se numa tradição de aventuras românticas e cômicas situadas no Nordeste brasileiro, consolidada (especialmente na bilheteria) por Arraes nos últimos anos.
Aqui, novamente, o protagonista é um herói que vive aventuras e desventuras por um Nordeste mais fantasioso do que real. O personagem é o caixeiro viajante José Araújo (Marcos Palmeira, de "O Casamento de Louise") -- uma espécie de malandro charmoso e de bom coração.
Chegando a uma cidadezinha, conhece uma solteirona chamada Dualiba (Lívia Falcão, da novela "Eterna Magia"). Depois de um rápido namoro, acaba sendo forçado a casar com ela. O tempo passa e ele tanto se submete aos caprichos sexuais da mulher e às exigências do sogro, que se torna motivo de piada na cidade.
Quando descobre, Araújo se revolta e dá o troco, assumindo uma nova identidade, Ojuara (seu sobrenome ao contrário). Usando roupa de couro, sai pelo sertão buscando aventuras e ajudando os fracos e oprimidos. O objetivo do personagem é encontrar uma terra lendária, chamada São Saruê.
Essa espécie de Robin Hood nordestino vai encontrar tanto criaturas míticas, quanto o grande amor da vida dele. As pequenas aventuras do personagem vão se seguindo, como se fossem esquetes de um programa humorístico. Ele cruza seu caminho com o diabo (o estreante Helder Vasconcelos), engana-o e os dois tornam-se desafetos. As contas entre os dois vão ser acertadas apenas no final do filme.
Entre os personagens que entram e saem da vida do caboclo, estão Preto Velho (Antonio Pitanga, de "Zuzu Angel"), uma criatura devoradora de homens chamada Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra, de "No Meio da Rua) e um coronel (Sérgio Mamberti, de "Tônica Dominante"), que lhe oferece a mão da filha (Giselle Lima, da série de televisão "Mandrake").
Em todo o filme, procura-se um diálogo com a literatura de cordel, com seus tipos peculiares e seu humor popular. O roteiro, co-escrito pelo diretor e Bráulio Tavares (do humorístico "Sai de Baixo"), é baseado no romance "As Pelejas de Ojuara", de Nei Leandro de Castro.
Fonte: REUTERS
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