sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Acordo Ortográfico: “Um mal necessário”


Com o intuito de normalizar o precário sistema ortográfico vigente, os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)[1] concordaram, em 1990, com um novo Acordo Ortográfico. Entretanto, para que a nova regra entrasse em vigor, seria necessária a ratificação de, pelo menos, três dos oito países pertencentes à comunidade.
Desde o Acordo de 1943 – há sessenta anos – a última mudança que nossa ortografia sofreu foi em 1971, quando caíram os acentos diferencias de gêlo, cêra, almôço, etc... Em contrapartida, muito restou do sexagenário acordo como: o terrível trema e o abominável hífen.
Após várias discussões, a tão planejada Reforma Ortográfica volta para a gaveta, não mais entrando em vigor em 2008.
Devemos lembrar que a língua é dinâmica, varia no espaço e no tempo, não podendo ser “cristalizada” ou, até mesmo, “congelada”. Vale ressaltar, ainda, que as mudanças ocorrem de baixo para cima, isto é, ocorrem primeiro na forma não-padrão, vão subindo na escala social e, aos poucos, são assimiladas pelos falantes mais “cultos”.
Portanto, Caros Amigos, respeitemos as normas gramaticais; embora saibamos que ela (a Gramática), segundo Luís Fernando Veríssimo, é como mulher de malandro: deve apanhar todo dia para saber quem é que manda.
[1] Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste


Erika Machado é acâdemica de Letras da UECE
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